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  • Foto do escritorCris Jardim

Projeto que endurece regras começa a tramitar na Itália

Com mais de 30 milhões de descendentes com direito ao passaporte italiano, Brasil seria um dos países mais atingidos pela medida. No RS, Serra Gaúcha é a mais impactada



Desde o dia 7 de junho tramita no Parlamento Italiano um projeto que, se aprovado, deve endurecer, e muito, as regras para quem deseja obter a cidadania do país por descendência. De autoria do senador Roberto Menia, do partido Fratelli d’Italia, o mesmo da primeira ministra de Giorgia Meloni, o texto prevê obrigatoriedade de proficiência intermediária no idioma italiano, residência comprovada de um ano no país, entre outras medidas. Especialistas alertam que o texto possui grandes chances de ser aprovado e que é hora de agilizar processos.

“Não é novidade a apresentação de projetos como este na Itália. O que mudou agora é que ele veio de um senador da base governista e tem grande apoio no Congresso, onde pela primeira vez em muitos anos há maioria. Eu concordo com os colegas que dizem que infelizmente há grandes chances de as mudanças serem aprovadas”, avalia Nátali Lazzari, especialista em Genealogia que comanda a Avanti Cidadania, escritório internacional de consultoria jurídica, com unidades em Garibaldi e em Verona, na região do Vêneto, na Itália.

Nátali recomenda que descendentes com a intenção de encaminhar pedidos de cidadania se atentem à tramitação do projeto e iniciem seus pedidos, porém, ela faz uma ressalva. “Desde o ano passado ocorreram mudanças importantes. Os processos, por exemplo, foram descentralizados de Roma e passaram a tramitar200 nas regiões de origem das famílias. E este projeto novo chega tendo como argumentos, entre outros, o aumento em fraudes documentais. Por isso, é importante que o interessado se apoie em empresas idôneas, embasadas na legalidade e no sentimento de pertencimento”, reforça.

Reconhecida com o prêmio de Melhor Empresa da Categoria pelo Melhores do Sul, a Avanti Cidadania possui uma equipe multilíngue de 8 profissionais especializados no assunto que atuam no Brasil e na Itália. Por isso, além de trabalhar com os processos rápidos (1 a 3 anos). Seus clientes optam pela solução completa onde não há surpresas ao longo do caminho sendo fixado um valor global para todo o processo.

A especialista gaúcha é membro do Instituto Genealógico Italiano que há anos reside em Verona conta que o escritório já atendeu mais de 300 famílias da Serra Gaúcha e atende atualmente mais de 200, entre Caxias do Sul, Porto Alegre, Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Nova Prata, Antônio Prado, Marau, Guaporé, Gramado, Canela, Veranópolis, Nova Bassano, entre outras.

No Brasil, há mais de 30 milhões de brasileiros com descendência italiana. A grande maioria nas regiões Sul e Sudeste. São Paulo lidera o ranking, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, este com 27% da população tem ascendência imigrante italiana, ou seja, um terço dos gaúchos. A Serra Gaúcha é a região que registra a maior parte deles, uma vez que os primeiros imigrantes se estabeleceram em cidades que integram esta área.


Foto: divulgação

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